1 dec, 2016

DESDE OS MARES DO JAPÃO





Ando polo Japão de viagem, como alguns sabedes, e pensei em fazer esta pequena reportagem fotográfica para o Lajareu.


Katsuura

É umha pequena vila marinheira na península de Kii, ao Sul de Tóquio, olhando cara o oceano Pacífico, ainda que como todas as vilas marinheiras desta área, esta bem protegida por ringleiras de ilhas. Assi formam-se case umhas pequenas rias do estilo da de Ortigueira.







No porto hai este "Onsen" (banho termal natural) de pés e mãos. Assi um pode ao terminar a faena sentar cos pés na auga quente a correr e relaxar-se coas vistas ao mar.


Gaivota vê-se algumha, mas, do que está inzado é destes minhatos (chamo-lhe eu polo tamanho, sem saber realmente que som).



A atividade geológica neste país dá para muito. Não só hai augas termais por todas partes, senão também tremores de terra, e por tanto tsunamis, alguns devastadores como sabemos, mas outros mais comuns, para o que todas as vilas da costa estão preparadas.

Hai megafonia, diques, comportas automáticas, bunkers e cartazes indicadores a esgalha.







Katsuura é um dos portos mais importantes na pesca do atum no Japão. Infelizmente a manhã que passei ali era a de descanso da lonja e não pudem assistir. Si fum à subhasta do atum em Tóquio como recolho mais abaixo.

Podedes ver umha mui boa reportagem grafica sobre a lonja do atum em Katsuura nesta ligação:

https://www.japanhoppers.com/pt/kansai/kushimoto_nachi/kanko/2515/



De Owase a Nagashima

Vai este ronsel de imagens da minha andaina por estes apenas 20 km de costa japonesa na península de Kii. Como vedes, com ilhas, barreiras anti-tsunami, portos pequenos, estaleiros não tão pequenos, bateas, gaiolas de peixe, atuneiros, mega-guardacostas, peixe a secar, aparelhos semelhantes aos nossos, ...e nem traça -que eu olhasse- de embarcações tradicionais.
































Tóquio. Subhasta do atum

Só permitem 120 persoas cada dia para presenciar a subhasta que se celebra às 6:00 da manhã. A vez colhe-se às duas da manhã. Chegando cedo e se tens a sorte de estares no cupo, entregam-che o chaleque e passa-se à sala de espera... e a resistir toda a noite. Quem saia perde a vez.

O lugar não é cómodo, a lonja é antiga e em todo momento estão uns "encargados", "vilheus", "seguratas" ou como queiramos chamá-los  organizando com porras e mais bem a berros o operativo das visitas. Começa a "festa" às três ordenando a todo o mundo sentar no chão da sala. Ao que se tumba... toque de porra e berro. Quem tenha sono que aprenda a durmir sentado!


Sobre as quatro aparece o da viseira. É um dos tratantes que nos explica como vai ir o assunto e que é o que imos ver às seis. Vai-nos explicar e responder a todo o que queiramos sobre o mundo do atum (em inglês, não em japonês, afortunadamente).

Um verdadeiro showman, si senhor!! Que maneira de explicar, desde os parâmetros mais importantes que definem a qualidade das peças, a sua trajetória como tratante e como foi aprendendo do seu mestre, espécies, zonas de captura, preços ... todo, com humor e mesmo com retranca!

Conta-nos também o da polémica nova lonja. Desenhada por grandes divos da arquitectura, agochando umha manobra urbanistica especulativa cos prédios atuais que estão no miolo financeiro da capital. A lonja está já construída nas aforas de Tóquio. Negan-se ao translado que tinha que ter sido este ano, e conta que as negociações levaram ainda dous anos polo menos. Esta atitude é mui pouco comum no Japão onde a gente obedece, acata e cala para todo. O atum tem muita força, e o gremio está mui organizado.


Fala-nos coas ferramentas na mão: gancho para tirar mostras de carne do corte da cola e foco para estudar bem a cor de mostra de freba que refrega entre os dedos.



Antes da poxa os compradores estudam cada atum. É importante por umha banda a forma da peça, e pola outra, estimar da mostra tirada do corte da cola, o nível de graxa e de auga em toda a carne; e fundamental também a cor, quanto mais vermelha melhor.

Que seja fresco ou congelado, não é um fator de grande importância. Muito do atum vem de diferentes partes do mundo e congela-se no momento da captura, botando até um ano nos barcos nodriza.





A poxa vai ir mui rápido, atum a atum, e dependendo da qualidade da carne, umha peça considerada mui boa pode-se valorar em preço até 10 vezes mais que uma de carne mais passadeira. O risco é alto e os quartos em jogo muitos. Mesmo um profissional com muitos anos de experiência seica falha na sua valoração arredor dum 20% dos casos.

O subhastador concentra-se e fai a chamada aos tratantes interessados no lote repinicando arroutado a campã. Cada comprador oferta o seu lance em iens por kg, num sistema codificado con movimentos de mãos...





À saída, os vilheus escoltam-nos a base de porra e berros em japonês, em fila índia polo médio daquel trafego de chimpins a mover peixe a fume de caroço e sem piedade nem ordem aparente.



Nos arredores de Tsukiji está a venda minorista de peixe fresco, muitas variedades de peixes em seco, froitas, verduras, restaurantes...









E depois desta longa noite cumpre o almorço típico que se serve às sete da manhã na própria lonja: umha boa cunca de sashimi, sopa miso e ma-cha (te verde em pó). Delicioso!





27 set, 2016

FOTOS DA TRAVESSIA E HOMENAGENS

Fotos e algum vídeo da travessia a Palmeira e as homenagens a Domingos Ayaso, Alberto Bermo e Xosé Bermo:



Fotos Elio Rozada


Álbum aberto do clube



Video resumo